domingo, agosto 21, 2011

Casa assombrada em Alcântara recebe visitas guiadas à noite

Casa Assombrada abre as suas portas

Reza a história que uma casa abandonada, em Alcântara, está assombrada. O Teatro Reflexo viu nela o cenário perfeito para visitas guiadas à noite, uma iniciativa nunca feita em Portugal

Expectantes, os 16 curiosos murmuram sobre o que os espera antes da visita à casa-fantasma. Sofia e Luís, um jovem casal de namorados, acharam a ideia original e tencionam ser surpreendidos. Não sabem o que os espera, mas «o facto de ser um programa diferente com uma história e mistério associados» desperta-lhes a curiosidade. «Não é romântico, mas é um programa diferente».

E o que leva as pessoas a fazerem visitas durante a noite a uma casa que se diz assombrada? Na sala de espera, que funciona como uma galeria de arte, um grupo de amigos especula sobre as suas motivações. «Vim pelo desconhecido e pela excitação de não saber bem o que é. A ideia é experimentar a sensação do medo entre amigos. Sozinha não vinha! Imaginei uma casa antiga vazia, uns barulhos, umas almas penadas. O meu marido acredita em fantasmas, eu não». Cépticos ou não, todos vêm pelo medo do desconhecido, o coração a bater abruptamente, os arrepios sempre que se ouve uma história que foge ao convencional.

O casarão antigo, fechado há anos porque ninguém consegue permanecer nele durante muito tempo, vai ser demolido. Até que isso aconteça, o proprietário convidou o encenador e director artístico do Teatro Reflexo, Michel Simeão, para dinamizar culturalmente o espaço. «Quando conheci a casa fiquei completamente fascinado. Só a casa dá-nos tudo mas, além disso, comecei a ouvir histórias sobre as duas famílias que aqui viveram e soube logo o que queria fazer», conta Michel. A ideia partiu de um conceito existente no Reino Unido e nos EUA, onde se fazem este tipo de programas. Michel teve contacto com esta experiência há seis anos, quando visitou casas assombradas na Escócia. Decidiu manter a casa como a encontrou, sem decorar ou mudar as coisas de sítio, uma vez que já é assustadora o suficiente, oferecendo todo um imaginário fantasmagórico.

Não é a Casa do Terror da Feira Popular

Um aviso é feito desde logo pelos organizadores, para não equivocar os visitantes. «Isto não é a Passagem do Terror da Feira Popular». Durante a visita de 70 minutos, não há qualquer tipo de representação, apenas relatos das histórias que lhes chegaram aos ouvidos.

Sem luz eléctrica, apenas com foco, os participantes são convidados a explorar as divisões da casa apalaçada do século XIX, que pertenceu ao Conde da Ponte. No escuro, são relatadas as histórias e acontecimentos paranormais das famílias que habitaram a casa outrora. «Vamos sugestionando as pessoas a pensar noutras coisas para além do universo dos fantasmas. Há todo um universo de energia e fenómenos que não sabemos explicar, mas a nossa mente vai logo para o fantasmagórico», explica Michel.

O grupo quer desmistificar o medo e proporcionar uma experiência diferente, «aliciando as pessoas a fazerem determinadas coisas ao longo do percurso». Os participantes são expostos a situações de maior fragilidade com o intuito de se perceber como reagem à sugestão do medo. «Toda a experiência tem a ver com o tipo de pessoas que cá está, porque o medo é de fácil contágio. Se uma pessoa está ao nosso lado e se assusta, isso também nos vai assustar».

O encenador conta-nos que já houve pessoas que desistiram a meio por estarem altamente sugestionadas. «Há algumas que saem de lá disparadas porque ao mínimo de barulho que possam ouvir, como o estalar da madeira ou um carro a passar, é o suficiente para se assustarem».

Apesar de não acreditar neste tipo de coisas, Michel tem medo de permanecer sozinho na casa. «Não acredito em bruxas, mas que as há, há». Afirma que nunca viu nada mas que há uma coisa que lhe causa impressão. «O cão que anda sempre connosco não sobe para o segundo andar da casa, que é o sítio que dizem que tem uma carga mais pesada. Acredito que os animais têm um poder de sentir essas coisas».

Finda a visita, o grupo que coabitou o palacete cochicha a experiência (des)assombrada que sentiu na pele. Ou não. Cristina confessa que houve um momento em que sentiu medo «porque estava à espera de algo, que não chegou a acontecer». Paulo, que andou a vaguear pela escuridão sozinho, ficou decepcionado consigo mesmo. «Estava convencido que ia ter emoção e não senti nada. Estive a tentar ouvir barulhos e não ouvi nada, que chatice!».

As visitas, que começaram no dia 13 de Julho, e acontecem às quartas e quintas-feiras, às 22h00 e às 00h00, já estão esgotadas até ao final do mês, mas poderão ser prolongadas até Setembro. Homens e mulheres maiores de 16 anos testam os seus limites, temores e receios nesta iniciativa pioneira em Portugal. «Já fizemos uma sessão para uma despedida de solteira. Foi muito engraçado, houve gritos pela casa toda». Já os homens aparecem sempre com uma «postura de durões». «Quando se assustam há uma defesa muito grande que eles têm de impor e nota-se que se controlam mais para não mostrarem medo às namoradas».


Local da casa: Travessa do Conde da Ponte, nº21, 1300 Lisboa, Portugal

Fonte do texto: Semanário Sol Online - jornalista Rita Osório

Fonte da fotografia: DN Artes

Etiquetas: , , , ,

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

A bruxa

Cristina era uma socióloga respeitada. Especializou-se no estudo da época da inquisição, quando, sob o manto da igreja, pessoas eram queimadas sob acusação de bruxaria. Através de suas pesquisas concluiu que, na maioria das vezes a perseguição era política, os acusados nunca haviam se envolvido com satanismo. Alguns casos pareciam típicos de doentes mentais, que mais deveriam ir para o sanatório que para fogueira. Um caso, contudo, chamou-lhe a atenção: Catarina, uma mulher do século XVII, queimada num povoado do interior, conhecida como a maior das feiticeiras. As lendas que dela se contavam perduravam até os dias atuais, sobre seu poder e maldade. Morrera queimada, jurando vingança. Cristina viajara para a cidade que se desenvolvera perto do antigo povoado onde a bruxa teve seu fim. Verificou que ,apesar dos séculos, as pessoas conheciam histórias sobre ela, havendo inclusive aqueles que jurassem ter visto reunião de demônios comandados por Catarina em um vale próximo. Cristina ia assim juntando material para uma nova tese, sobre o imaginário popular. Algumas coincidências, porém, logo chamaram-lhe a atenção. De tempos em tempos sumiam crianças na região, que nunca eram encontradas. Assim como começavam, os desaparecimentos terminavam. Catarina era considerada culpada, mesmo séculos após ter morrido. O fato é que nunca qualquer pista foi encontrada. Justamente após sua chegada na cidade, crianças começam a sumir, sem deixar vestígios. Havia mais de cinqüenta anos que aquilo não acontecia, portanto não poderia ser a mesma pessoa. Três garotos estavam desaparecidos. Não havia pista alguma, uma testemunha que fosse. Cristina envolveu-se com as investigações. Sentia que, se desvenda-se aquele crime, poderia explicar a estranha influência que aquela lenda exercia sobre a população daquele lugar. Passado algumas semanas nada de novo havia sido descoberto. Das outras crianças não mais foram vistas. O delegado local pensava até em pedir ajuda federal. Cristina não dormia direito, procurando, pela lógica, encontrar uma solução. Um dia a socióloga aparece na delegacia. Não havia dormido a noite anterior. Apesar de cientista tinha uma intuição. Visivelmente alterada, pediu ao delegado que a acompanhasse com alguns policiais. Foram ao local onde, pelos relatos que descobrira, Catarina havia cumprido pena. Era um pequeno vale. Movida por uma força estranha, Cristina, com as mãos escava o sopé de um morro próximo. A terra estava fofa. Os pequenos ossos não demoraram a aparecer. Ao ver tudo aquilo, o rosto de Cristina se transformou. À vista incrédula dos policiais, ela começava a gritar palavras incompreensíveis. Era como se duas almas lutassem por um só corpo. Suas feições iam, aos poucos, se transformando. Ela despiu-se até que, completamente nua começou a dançar freneticamente, num ritmo cada vez mais rápido, começou a levitar. De seus olhos, emanava o próprio mal. Cristina havia sacrificado aquelas crianças. Sem saber, seu corpo fora apossado por Catarina, que assim executava a sua vingança.

Lenda de Samira

Fonte: Mr Malas

Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

domingo, maio 10, 2009

Histórias de Fantasmas (Verídicas)

Hoje meu pai esta com 94 anos, e me contou varias histórias que aconteceram na mocidade dele. Aqui vou escrever algumas: um compadre do meu pai chamado GALDINO sempre que ele voltava do trabalho, ele via uma mulher varrendo a frente de uma casa, isso era todos os dias.Um certo dia ele resolveu parar pra conversa com essa mulher, ela sempre de cabeça baixa varrendo, ele desconfiou: por que ela não olha pra mim. Pensou.
De repente a mulher levanta a cabeça, e ele pôde ver a face cadavérica da mulher.

NA CIDADE DE LENÇOIS BH, um homem chegou de viagem e não tinha lugar pra ficar, então bateu na porta de uma casa e o dono veio atender, o homem perguntou: posso ficar aqui por alguns dias? Eu cheguei de viagem e não tenho onde ficar.
O dono da casa concordou e mandou ele entrar.De repente o dono da casa sumiu. Quando o rapaz estava tomando banho, só ouviu a voz do dono da casa gritando: eu jogo!...Eu jogo!..., Quando o rapaz respondeu: pode jogar.
Ele ouviu os barulhos das tabuas caindo, quando ele saiu do banho correndo ele viu um caixão com um corpo seco dentro.Esse rapaz saiu correndo pra rua.E foi informado que naquela casa não morava ninguém e que o dono tinha morrido há 22 anos.

Uma senhora costureira costumava trabalhar até tarde da noite.Um dia ela estava costurando, e chegou um homem pedindo que ela comprasse dele uma cabeça de repolho e insistiu muito.A costureira com dó dele comprou, deu-lhe o dinheiro e pegou o repolho, foi até a cozinha e colocou o repolho dentro da pia. No outro dia quando ela foi ver, o repolho era um crânio.

EM SALVADOR-BH, NO BAIRRO VERMELHO por volta da meia noite as pessoas não saiam de casa, pra não ver o bonde fantasma.Esse fenômeno sobrenatural acontecia sempre no mesmo horário. Era um bonde cheio de fogo, as pessoas que viam do trabalho tarde da noite, corriam pra não ver o bonde passar.Uma vez aconteceu que um passageiro parou esse bonde, pensando que era comum.Ele subiu e quando foi pagar o cobrador era uma caveira, esse homem saiu gritando pela estrada. Esse fato se passou nos anos 40, o fato é que um bonde incendiou no bairro vermelho, não sobrou um passageiro.Então passou a acontecer essa aparição fantasmagórica.Essa história é verdadeira, e foram contadas pelo meu pai, que hoje está com 94 anos de idade e conheceu essas pessoas.

* Lenda enviada por: adelaide de oliveira

Etiquetas: , , , , , , , , , ,

A Moça Da Capa Preta


Era Uma Vez uma moça muito bonita que gostava muito de Dançar em Bailes...Certo Dia Um Jovem com péssima aparência chamou-a para dançar! E ela não aceitou dançar com esse jovem. De repente deu uma vontade de ir ao banheiro. Quando ela saiu o jovem, a esfaqueou, e ela faleceu... Outro dia um moço foi ao mesmo Baile. Depois de muitos anos da morte da moça... E ele encontrou uma moça muito bonita, a qual sempre vestia uma capa preta. Quando chegava no Baile ela tirava e pendurava! Só usava quando saía! Um dia ela pediu pra ele leva-la em sua casa. Chegando lá ele reparou que sua casa era muito escura e sem energia. Clareada por luzes de velas. Assim que ela chegou em casa tirou sua capa preta, e pendurou como sempre fazia... Eles dois estavam tão cansados que se deitaram e dormiram. Quando foi pela manhã ele acordou e percebeu que estava em um cemitério, e a capa estava pendurada na TUMBA! O rapaz tomou um susto tão grande que Gritou! AAAAAH! , Ele observando a tumba percebeu que ali estava o nome da garota, e a data de sua morte. Já fazia 10 Anos que ela tinha morrido. Mas sua alma inconformada com o que aconteceu continuou indo ao mesmo baile dançando com vários rapazes, infernizando a vida de todos os rapazes. O rapaz inconformado foi na casa a qual ela deu o endereço (A casa Dos Familiares dela). Chegando lá quem atendeu a porta, foi uma governanta que era muito antiga na casa! E o rapaz perguntou: - Bom Dia, A Senhora conhece uma moça que gosta muito de ir ao Baile, E usa uma capa preta? Assustada a Governanta respondeu:
- Olhe ali o retrato dela faz 10 anos que ela morreu.
O Rapaz ficou louco.
E assim aconteceu com milhares de rapazes a qual visitavam esse baile. Isso não é uma simples lenda, se você quiser tirar duvidas, venham aqui em Maceió no Cemitério Trapiches da Barra. A Tumba dela está lá junto com uma capa preta... Se não acredita! Olhe com seus próprios olhos...


* Lenda enviada por: LuixinhoO - Lendas de Maceió

Etiquetas: , , , ,

A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça


Há muitos anos em uma cidade do interior de MG chamada Ibitipoca, conta-se a lenda de um cavaleiro que a meia noite saía a cavalgar ao redor das fazendas, e que ao encontrar alguém, decapitava e colocava o seu corpo nas cercas. Diz a lenda que há 166 anos um rico dono de minas de ouro se apaixonou por uma linda jovem filha do governador da província. Ao saber do amor do rico fazendeiro a jovem que ouvia boatos sobre a arrogância e o jeito que o mesmo tratava os escravos resolveu negá-lo. Com raiva, o fazendeiro saía a cavalo à meia noite e decapitava as pessoas que encontrava. Ao desconfiar das saídas do seu patrão o capataz resolveu denuncia-lo. Logo o capataz foi morto e seu corpo, sem cabeça, foi encontrado na cerca da fazenda. Com isso o povoado se moveu contra o fazendeiro, o capturaram e o decapitaram. Hoje ao redor da vila ainda se pode escutar o galope de cavalos em disparada e gritos de pessoa implorando por sua vida.


* Lenda de Rogi e Odrep

Etiquetas: , , , , , , ,

A Garota Morta-Viva'


Numa festa da escola, eu e meus amigos como sempre, íamos para a festa. Chegando lá, tinha várias garotas bonitas e uma que era muito feia. Eu e meus amigos tivemos uma idéia, como nós não éramos fáceis, tramamos uma para a moça. Eu fui conversar com ela, e a chamei para dançar, como eu era o garoto mais bonito da festa, todas queriam dançar comigo, ai, as outras belíssimas meninas ficaram com raiva de mim e da garota. Como os meus 2 amigos estavam todos acompanhados, tivemos outra idéia, dentro da outra, iríamos levar as garotas, para um lugar bem escuro, onde ninguém nunca entrou. E começamos a fazer coisas com as garotas, como as outras não eram mais virgens, elas não se importaram, mas a menina feia, não gostou e me deu um tapa, ai eu a empurrei, e ela bateu com a cabeça no chão, e morreu. Saímos espantados, e guardamos segredo por muito tempo. Hoje eu sou casado, e meus 2 amigos também, tenho 2 filhos um rapaz e uma moça. E meus dois amigos têm 1 filho homem. Um dia meu filho apareceu em casa com uma namorada e que me parecia muito familiar, ele me apresentou a menina e minha mulher gostou dela. Na mesma noite ligaram lá pra casa dizendo que meu filho tinha morrido. E a namorada dele, tinha sumido. O filho do meu amigo também começou a namorar, com uma garota que parecia muito a ex de meu filho, e ele também morreu. Eu na mesma noite tinha tido um pesadelo com a menina feia da festa, e contei para meus amigos. Eles até que riram de mim, mas depois eles levaram a sério. E disse que essas namoradas dos dois meninos que tinham morrido era muito estranho, pois se parecia muito. Ai, eles pensaram que a mesma coisa poderia acontecer com o outro garoto. Ai, na mesma noite esse garoto apareceu com a namorada, que também parecia muito com as dos dois. Ai, eu e meus amigos pensamos, e disse que ele não iria sair com a menina, e ele acabou saindo. Nessa mesma noite, eu disse que isso teria que ter um fim, se não essa moça iria matar a todos nós com o encanto dela, pois ela veio muito bonita para cá. Aí, eu disse que eu tinha que fazer alguma coisa, pois essa história começou por minha causa. Eu fui ao galpão abandonado e quando eu cheguei lá, eu vi os ossos da moça no chão, e quando eu fui pegar, ela apareceu com uma faca e disse que iria me matar também, aí, minha filha que tinha ficado no carro, veio atrás de mim, e segurou a moça e a derrubou, ela caiu desmaiada, aí eu enterrei os ossos dela, o espírito da moça desapareceu e o encanto acabou.''


Lenda de Roberto

Etiquetas: , , , , , ,

sexta-feira, março 13, 2009

Azar e Mau olhado expulsos de Montalegre

Mais uma vez Montalegre celebra sexta-feira 13 com caminhadas, queimada e teatro. Para participar basta equipar-se com um chapéu de bruxas. O fim-de-semana será preenchido com caminhadas e cozedura de pão e de vitela em forno de lenha comunitário, actividades organizadas pela Montes de Encanto.
Sexta feira, no castelo, bebe-se a queimada, reza-se o esconjuro e sai à rua o Cálice da Alegria, um espectáculo teatral que retrata a saga de alguns cómicos medievais que se deslocam às portas do concelho à procura do elixir da alegria. Duendes, diabos, bruxas e outras assombrações seguem-nos na sua caminhada até ao castelo, onde acreditam estar o líquido poderoso que queima as goelas e produz delirantes efeitos do riso.
A encenação é composta por efeitos musicais, imagens arrepiantes, dragões que cospem fogo, carroças que voam pelo ar e pássaros gigantescos que vão sobrevoar esta noite de azar.

Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, setembro 26, 2007

Alguém tenta dizer algo


Desde que me mudei para a minha casa nova, já há uns treze anos, acontecem-me coisas estranhas... Embora ninguém acredite em mim, nem sequer a minha mãe, eu sei que não é a minha imaginação... Tudo começou assim: uma mancha em forma de rosto aparecia na cabina de duche mal eu começava a tomar banho, aparecia todos os dias... mas quando a minha irmã tomava banho não aparecia nada! A história não acaba aqui... Sempre que ouvia MP3 ou estava sozinha num dos quartos, ouvia alguém a chamar-me: Laura, Laura... O pior ainda estava para vir: uma noite estava calmamente a ouvir rádio quando de repente a música começou a ficar mais alta, pouco a pouco. Pensei que era a minha irmã com o comando, mas depois vi que estava em cima da minha mesa. Não entendi o que estava a acontecer! Aproximei-me para ver o que se passava e o volume subia cada vez mais depressa... Via os números da minha aparelhagem a mudarem bué depressa... a rodinha mexia-se sozinha! Acho que a pessoa que queria comunicar comigo era uma menina, porque numa manhã de Verão em que os meus pais estavam a trabalhar e a minha irmã estava na casa duma amiga, aconteceu-me uma coisa super misteriosa... Nesse dia acordei quando me apeteceu e, ao abrir os olhos... vi no meu espelho grande a imagem de uma menina que tinha o cabelo como eu, castanho, liso e comprido, vestia um pijama normal e tinha uns olhos verdes. Aproximava-se cada vez mais, mas fechei os olhos e, quando os abri, a menina já não estava lá... Já há algum tempo que não a vejo, mas temo o pior...

Laura

Etiquetas: , , , , ,

sábado, novembro 04, 2006

O labirinto


Dizem as pessoas da aldeia que o labirinto do parque está amaldiçoado. Sim, sim, esse que viste detrás da grade. Esse que tem umas sebes de mais de dois metros de altura, que não deixam passar a luz do Sol. Pois bem, costumam dizer que quem entra, não sai.
Foi desenhado por um homem que perdeu a cabeça e só queria causar dores de cabeça às pessoas da aldeia. As crianças não acreditam na história e mais de uma vez tentaram entrar, mas eu tento assustá-las para que não o façam. Porque sei que é verdade. Sei o que é vaguear perdido no labirinto durante toda a eternidade.

Etiquetas: ,

segunda-feira, junho 05, 2006

Feitiço do amor

O Paulo era o rapaz mais incrível do mundo: giro, inteligente, simpático, carinhoso... Tinha tudo para ser feliz! Tinha dezenas de raparigas apanhadas por ele! Entre elas estava a Bia, nem muito gira, nem muito feia, nem mais simpática, nem mais inteligente do que as outras. Ela sabia disso, mas estava tão apanhada pelo Paulo que tinha de fazer algo para descartar todas as rivais do seu caminho. Ao passear pela rua encontrou uma bruxa e decidiu perguntar-lhe o que podia fazer para ter o caminho livre. A bruxa explicou-lhe que, para deixar um rapaz apaixonada para sempre, tinha que dar a volta a um poço de mãos dadas com ele, desta forma o seu amor seria tão profundo como o poço e nunca mais teria fim! A Bia começou a rir. «Que parvoíce!», pensou ela. E a bruxa zangou-se tanto que lhe deu um empurrão, então a Bia foi-se embora sem-lhe pagar! Passaram-se meses e a coisa não melhorava, mas um dia ela foi com os amigos passear pelo campo e encontrou um poço de pedra! «E se...?», pensou. O que podia perder por experimentar? A Bia disse ao Paulo para se aproximar do poço e, sem que ele esperasse, pegou-lhe nas mãos. Então a Bia sentiu algo profundo, tão profundo como a água do poço e descobriu que não era o seu amor, mas sim, que tinha caído dentro do poço e que a tinham empurrado! E então quanto esperva que a salvassem, viu o reflexo maligno da bruxa, nas águas do poço.
Agora era ela que se ria da pobre Bia.

Fonte: Super Pop

Etiquetas: , , ,

O preço da fama


Um dia a Clara foi às aulas com um sorriso enorme na cara: Tinham-na escolhido para ser protagonista num filme de terror! Toda a gente conhecia esse filme porque, desde que começou a ser feito, dois dos seus protagonistas morreram numas estranhas circunstâncias. Mas a Clara não se importava, só queria ser famosa! Um dia chegou a casa dela um embrulho e ela abriu-o: dentro só havia uma boneca de trapos igualzinha a ela, mas sem olhos! Os seus pais ficaram super preocupados, mas a Clara pensou que era uma brincadeira de mau gosto, portanto atirou a boneca para o lixo e foi dormir sem se preocupar muito. Quando as filmagens começaram, a Clara já não se lembrava do sucedido, até que numa cena perigosa na qual tinha que fugir do fogo, os bombeiros não conseguiram apagar as chamas e a Clara queimou a cara e ficou cega! Fechada em casa durante muitos meses, descobriu que aos anteriores protagonistas lhes tinha acontecido a mesma coisa! Alguém que queria ser actriz estava a fazer vodu a todas as raparigas que lhe roubavam o papel.


Fonte: Super Pop

Etiquetas: , , ,

Gémeas malditas


No dia em que a Tina e a Tânia nasceram, os pais delas não podiam ter ficado mais felizes. Mas nem tudo eram alegrias na casa dos Martins. A «nanny» Elvira andava super irritada com eles porque as gémeas lhe davam muito trabalho e ninguém lhe agradecia. Portanto, todas as noites, punha velas negras à volta dos berços e sussurava: «Tomem a força obscura e matem quem não vos cura». E noite após noite a «nanny» foi-lhes ensinando todos os feitiços de magia negra para que dominassem o mal! Um dia, os pais apanharam as gémeas no quarto, rodeadas por velas negras e mechendo em penas de um animal para fazerem um feitiço e zangaram-se muito com elas! Eles ameaçaram-nas que as levavam para um manicómio, e então a Tânia e a Tina começaram a conjurar ao mesmo tempo: «Tomem a força obscura e matem quem não vos cura!». Em questão de segundos, todos os gatos pretos da zona entraram no quarto e atiraram-se com as suas garras aos pais delas, despedaçando-os! A Tânia e a Tina queriam explicar a grande aventura à sua mestre, mas entre os bocados dos seus pais, encontraram o velho olho de cristal da «nanny». Os gatos também a tinham morto! Então, viram que a magia negra volta-se sempre contra quem a pratica e acabaram por morrer em casa, já que nunca mais saíram por medo de que algum gato preto as desfizessem em bocados!


Fonte: Super Pop

Etiquetas: , , , ,

domingo, junho 04, 2006

Banheira de Sangue



Luísa tinha tudo para ser a rapariga mais popular do colégio. Era bonita, extrovertida, alegre, amiga e namorava com o rapaz mais giro da escola! No entanto, tudo mudou com a chegada de Daniela. Esta jovem conseguia ser ainda mais alegre, mais extrovertida, mais interessante e mais bonita.Depressa conquistou o coração de Ruca, o namorado de Luísa e, a partir desse momento, tornou-se a rapariga mais popular do colégio. Luísa foi esquecida por todos e passou a andar sempre sozinha. Frustrada e já não aguentando mais a situação (pois estava habituada a ser o centro das atenções), começou a fazer planos maquiavélicos.Um dia, quando estava em frente ao espelho da casa-de-banho, pensou:
- Estou farta da Daniela, quem me dera que ela morresse!
No momento em que ia a sair, a torneira da banheira abriu-se sozinha. Pensou que talvez estivesse mal fechada e, mais tarde, chamar um canalizador...Mas o líquido que escorria da torneira, não era água... mas sim rios de sangue!!!A jovem, assustada, correu a chamar ajuda. Após desmontarem a banheira, qual não foi a surpresa de todos quando descobriram o corpo de Daniela mutilado. Até hoje, Luísa sente-se culpada pela morte da colega, uma vez que sentiu uma enorme inveja da rapariga e recorda-se de ter sido ela mesmo, a desejar-lhe este fim trágico, quando se encontrava, sozinha, em frente ao espelho.

Etiquetas: , , ,

A mão negra


Tiago era muito popular na escola! Um dia, ele e os amigos juntaram-se na sua casa, falando sobre lendas urbanas. Uma delas dizia: «Quem puxar o autoclismo três vezes seguidas, aparecerá uma Mão Negra».
Depois dos amigos saírem, Tiago matutou no assunto e resolveu fazer a experiência. Puxou o autoclismo três vezes e, claro, nada aconteceu.
Ele deitou-se e, na manhã seguinte, a mãe chamou-o para que se levantasse, mas ele não respondeu. Já irritada, ela decidiu ir ao quarto do filho e encontrou-o morto na cama.
Segundo a autópsia, Tiago morreu asfixiado por uma mão. Será que foi a Mão Negra?

Etiquetas: , , , ,