segunda-feira, junho 02, 2008

Meu 1º caso

Eu tinha ido para o Colégio Militar de manhã para a aula de recuperação. Após ela, fui na cantina pra lanchar e me encontrei com um colega meu. Ele perguntou se eu queria brincar de compasso com ele e mais um garoto, e eu achando que era brincadeira, disse que sim. Então fomos juntos até o quiosque da 7º série, onde o outro garoto estava a nossa espera. Para minha surpresa ele estava falando sério. Então eu preferi não participar, e o Jônatas, que me chamou também preferiu não jogar. Então o Victor, que era o outro garoto começou a jogar sozinho. Sua 1º pergunta foi: "o Diabo existe?", e caiu no sim. Então ele desafiou: "Então me prove", na mesma hora ele começou a ficar estranho, e parou de jogar. Foi sentar em outra cadeira e começou a cantarolar a marcha fúnebre. Então, eu, Jonatas e mais um outro garoto da 8º que nós nem sequer conheciamos, fomos pra perto dele e começamos a cantar músicas de igreja. Ele então pegou seu material e disse: " material", e saiu andando para a àrea das cantinas. Eu e os outro garotos esperamos uns 5 min. e fomos segui-lo. Não sei como, ele percebeu que nós estavamos seguindo-o e largou o material e saiu correndo. Nós então fomos correndo para tentar pegá-lo. Ele subiu uma rampa que têm para o 1º andar e ficou parado nos olhando.Eu que tinha pegado seu material e o mais rápido de todos fui correndo na frente e lhe mostrei o mesmo dizendo: Victor vêm cá pegar seu material", e ele me respondeu com uma voz fora do normal para sua idade:"Esse material não é meu". Então percebemos que a coisa era séria.Ele saiu correndo novamente, e nós atrás dele. Acredite se quiser: eu que sem dúvida corro mais que ele subi a rampa e não o encontrei em parte alguma. Eu, Jônatas e Fernando(da 8º), fomos procurar o capelão para informar o que havia acontecido. Como não achamos fomos resolver nós mesmos. Após 10 min. procurando ele, o achamos. Pedimos para ele nos acompanhar até o capelão, mas ele disse que não iria. Então eu, Jônatas e Fernando fomos para cima dele para pegá-lo. Mas com uma força também fora do normal nos arremessou a uns 3 metros dele, e disse que se tentássemos fazer aquilo de novo nós iriamos ficar com ele para todo o sempre. Assustados preferimos deixá-lo ir embora para seguir-mos. Achamos ele depois no quiosque atrás da mesa onde estava com em cima da mesa escrito com pedras: 666. Foi aí que pegamos ele e decidimos fazer nós mesmos o ritual de exorcismo. Eu mesmo peguei água filtrada e abençoei (pode acreditar,é verdade), e com algumas citações de frases contidas na bíblia nós mesmos fizemos o exorcismo. Para segurar o Victor precisamos de 2 pessoas, eu e Jônatas, que é meio gordinho, mas mesmo assim o Victor estava conseguindo tirar a mão da água que eu havia abençoado. Ao final do exorcismo Victor começou a vomitar, chorar e tremer muito. E acredite nisso também, formigas que estavam no chão começaram formar o nome Satã fazendo um S. Após vermos aquilo nós levamos Victor ao comandante da 7º companhia, que chamou o capelão do colégio que fez uma reza especial para Victor, Fernando, Jônatas e eu. Após esse dia Victor jurou nunca mais jogar o jogo do compasso. E também levou um tempo pra gente começar a voltar ao quiosque que nós até hoje chamamos de amaldiçoado. Eu e Victor ainda estudamos lá, na 8º série. Isso aconteceu no ano passado. Então, se você nunca jogou e não têm experiencia, vai por mim: não jogue. Há espirítos bondosos? Sim. Mas como você sabe se vai se comunicar com eles e não com um espírito do mal? É melhor previnir do que remediar. Por favor acreditem em mim, é verdade. Se não acredita, então vá me procurar na sala 802 do Colégio Militar de Brasília, Victor e eu teremos prazer em mostrar como foi tudo. beleza? Um abraço e lembre-se: Pense 2 vezes antes de jogar.

Andrew Max

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sábado, outubro 14, 2006

Sacrifício




Os meus pais tinham uma enorme vontadede ir viver para um lugar mais tranquilo e decidiram comprar uma casa ,numa pequena terriola, perto de Coimbra, onde a minha mãe nascera. Num Sábado de manhã, o meu pai acordou toda a família para que fossemos conhecer a nova moradia.A povoação situava-se no cimo de uma montanha. Embora pensasse que a estrada em que seguíamos era a única a dar acesso á localidade, reparei, entretanto, que um velho caminho se perdia por entre as árvores, que acabava por desembocar numa encruzilhada. Mais tarde o meu pai explicou-me que esse caminho era frequentado por ciclistas ou pedestres, quando estes visitavam o mosteiro abandonado. A minha mãe contou-me que aquele fora o último local onde ela assistira a uma missa, quando tinha apenas 4 anos.Todavia, o mosteiro acabou por ser encerrado, porque era demasiado antigo e a estrutura estava débil. Após o fecho das suas portas haviam alguns rumores de que se praticavam rituais satânicos no local, onde, entre outras coisas, se sacrificavam animais. Chegou mesmo a dizer-se que, por aqueles lados, aparecia o cadáver de uma menina com cortes profundos por todo o corpo, assim como alguns símbolos estranhos tatuados."Não quero que te aproximes daquele local, certo? Não é um sítio apropriado para uma menina de 10 anos", disse-me a minha mãe, enquanto o meu pai lhe segurava na mão e a olhava fixamente.Embora não encontrasse explicação, havia algo que me atraía para aquele lugar. Nessa noite não consegui dormir, pois só pensava em toda aquela informação macabra que me tinham revelado. A curiosidade apoderava-se de mim!...


Massacre de Sangue


Na manhã seguinte, conhecemos o nosso vizinho Luís, um senhor bastante estranho e solitário. Era extremamente magro, com umas olheiras escuras. Não consegui evitar sentir um arrepio na espinha quando, ao apertar-me a mão, senti a sua, fria como gelo.Embora não tenha falado muito, foi cordial com os meus pais, mas esperou o melhor momento para olhar-me directamente nos olhos, em silêncio. Era como se quisesse dizer-me algo muito importante...Logo no primeiro fim de semana, a minha mãe incentivou-me a sair com um outro vizinho, da minha idade, e os seus amigos. Pela primeira vez, permitiram-me chegar a casa à hora que quisesse. Não conseguia esquecer a história tenebrosa acerca do mosteiro e propus a todo o grupo que fossemos até lá, perto da meia-noite. Eles negaram-se e eu, envolvida pelo mistério, decidi ir sozinha. Cheguei á porta do local sagrado e entrei. Estava a tremar de medo, mas ao mesmo tempo não queria perder um só detalhe do que via. O interior estava em ruínas e era escuro, mas esse facto não me impediu de vislumbrar as pinturas das paredes: frases escritas em latim e manchas escuras que pareciam sangue. Entrei na sala onde se encontrava o altar e surpreendeu-me o facto de estar completamente iluminado com velas.De repente, ouvi um grande ruído e quando tentei gritar, senti um pano húmido na minha cara e acabei por cair, de imediato no chão, desmaiada.


Já era tarde demais


Imobilizada, despertei no altar, completamente nua, apenas com um lençol fino a cobrir-me o corpo. Olhei á minha volta e vi que estava rodeada de dezenas de pessoas vestidas com túnicas negras. Naquele momento, Luís, o vizinho, aproximou-se de mim e quando tencionava pedir-lhe ajuda, reparei que empunhava um afiado punhal e se dirigia para mim. Fechei os olhos com toda a força e, depois de ouvir pronunciar algumas palavras, notei que um fio húmido escorria pelo meu pescoço. Entre os gritos tresloucados, perante o sacrifício que se acabava de realizar, fui desfalecendo lentamente. Justamente antes de morrer, compreendi com que finalidade fizera aquela viagem.A última imagem que me chegou aos olhos, antes deste se fecharem para sempre, foi a dos meus pais e a do meu irmão. Para minha surpresa, estavam a beber um copo de sangue ainda quente...


Liliana, 16 anos

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segunda-feira, outubro 02, 2006

S. Cipriano


Hoje é (2 de Outubro) é dia de S. Cipriano. E quem era esse S. Cipriano?
Cipriano, o feiticeiro foi um homem que dedicou grande parte da sua vida a estudar ciências ocultas, como astrologia, alquimia, adivinhação e magia.
Aos 30 anos, Cipriano foi à Babilónia e foi lá que conheceu a bruxa Évora, que depois de morrer lhe entregou os seus manuscritos, dos quais Cipriano tirou imenso proveito, estudando-os, o que o tornou temido e respeitado por onde passasse.
Depois de ter conhecido Justina que após a recusa do pedido de casamento por parte de Aglaide, este consultou Cipriano que tentou todo o tipo de magias para conseguir que Justina aceitasse casar-se com Aglaide e como fracassou, Cipriano começou a duvidar da sua fé, revoltou-se contra o Diabo, convertendo-se ao Cristianismo.
As notícias das conversões de Cipriano e Justina ao Cristianismo chegaram a Nicomédia, ao Imperador Diocleciano, tendo sido perseguidos, preso e torturados. Mas como eles não negavam a fé em Cristo, Justina foi chicoteada e Cipriano foi açoitado com pentes de ferro. Não cederam.
Então, mandaram-nos para uma caldeira a ferver, mas como não transmitiam sofrimento, condenaram-nos à morte, através da decapitação.

Mas o que torna Cipriano realmente famoso, são os livros de feitiçaria.

Orações extraídas do Livro de São Cipriano:
Esconjuração
Preceito contra o Demónio
Oração de São Cipriano
Oração das Horas Abertas
Oração pelos bons espíritos
Oração contra o quebranto
Oração contra maus espíritos
Oração para enxotar o demónio
Oração pelas almas do purgatório
Oração contra espíritos obsessores e inimigos
Oração para fechar o corpo contra todos os males


Rituais extraídos do Livro de São Cipriano:
Semente do Feto
Ritual do Ovo
Trevo de Quatro Folhas
Ritual da raiz do Sabugueiro
Ritual para saber se é traído
Ritual e utilidades do Azevinho
Cruz de São Bartolomeu e São Cipriano
Ritual do vinho e azeite para curar feridas


Fonte: Spectrum Gothic

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segunda-feira, setembro 11, 2006

A vingança



Dora era uma rapariga de 17 anos e namorava um rapaz chamado Sérgio. A relação dos dois não estava a andar muito bem, pois o rapaz insistia para que Dora tivesse relações com ele. Ela não queria, achava que era muito nova para isso.
Sérgio ameaçou Dora de acabarem o namoro se os dois não fizessem amor. Então, como Dora o amava fez-lhe a vontade e os dois perderam a virgindade.
A partir daí a relação começou a melhorar. Mas passado algum tempo, Dora reparou que já não mentruava há muito tempo. Mas não ligou. Podia ser da ansiedade.
Passou-se mais tempo e o período nunca mais vinha e Dora começou a sentir-se enjoada e começou a desconfiar que estava grávida.
Fez o teste de gravidez e deu positivo. Foi contar depressa a novidade a Sérgio:
- Sérgio, em breve serás pai!
- O quê?!
- Eu estou grávida!
- Eu não quero ser pai, sou muito jovem para isso. Por isso, acabou-se tudo entre nós.
- Mas eu espero um filho teu!...
- Não quero saber dele para nada.
Dora ficou de rastos. Só faltava informar os pais.
A reacção deles foi igual ou tanto pior que a do Sérgio. Expulsaram-na de casa, pois era vergonhoso ter uma filha irresponsável.
Dora vagueou pelas ruas tristemente e a chorar, contrariando a sua sorte.
Era noite. Dora meteu-se por caminhos que nunca tinha visto e deparou-se com uma cena um tanto invulgar.
Um grupo de moças a fazerem feitiçaria e a louvar um ser estranho que se entendia tratar-se do Diabo.
- Está aqui alguém! - rugiu o Diabo.
- Então vamos apanhá-lo. - disseram as bruxas.
Dora tentou fugir, mas elas conseguiram alcançá-la.
- Agora, minha menina - disse o Diabo. - Se quiseres sobreviver tens de te tornar bruxa.
- Está bem. - assentiu a Dora, que estava ansiosa por se tornar numa e ter todos aqueles poderes.
- Estás grávida, não estás? - inquiriu o Diabo.
- Como sabe?
- Eu sinto-o a mexer-se. - respondeu o Diabo. - Se quiseres ser bruxa, tens de o sacrificar para mim.
- Sim, eu entrego a alma do filho a si, senhor das Trevas. - aceitou Dora, completamente possuída.
- Então assina este documento.
Dora assinou o pacto com o Diabo.
De repente, tudo desapareceu. E em vez do descampado onde estivera, estava em frente da casa do Sérgio e outra coisa estranha: já era dia.
Sérgio saiu de casa para ir para a escola e encontrou Dora cheia de sangue e foi socorrê-la:
- Estás bem?
- Estou. - respondeu ela.
- Desculpa, Dora. Eu fui um estúpido.
- Porquê? - questionou ela.
- Eu estive a pensar e acho que estou a fazer a coisa errada, eu amo-te, eu quero ficar contigo e com o meu filho.
Dora ficou feliz por ouvir aquilo.
- Tens de informar os teus pais.
Depois das aulas, Sérgio foi informar os pais do sucedido. Ao contrário dos pais de Dora, eles apoiaram-nos e deixaram a Dora viver com eles.

Passado alguns meses...

Dora entrou em trabalho de parto e teve um rapaz. Todos ficaram muito contentes.
À noite, quando Dora foi à casa-de-banho viu o reflexo do Diabo no espelho, que lhe disse:
- "Tens de sacrificar o teu filho".
- Sim, mestre. - anuiu Dora.
Dora, quando todos se encontravam a dormir, pegou no seu filho e levou-o para a casa-de-banho. Colocou-o na banheira e foi buscar uma faca.
Esfaqueou o filho até à morte.
Sérgio acordou com os berros do bebé, dirigiu-se à casa-de-banho e deu de caras com aquele horror. O seu filho estava completa mutilado; o seu sangue jorrava pelo ralo da banheira.
- Tu és um monstro! - exclamou o Sérgio.
- Não. - respondeu ela.
Dora escreveu "Sorry"na parede da casa-de-banho com o sangue do filho.
- Vai para o Inferno! - conjurou o Sérgio.
Nesse mesmo instante, Dora ciente da asneira que tinha feito, suicidou-se.

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