domingo, maio 06, 2007

Cadáveres Vivos!

A Tânia tinha alcunha de Fumi, porque os seus antepassados eram africanos e ela gostava que a chamassem assim. Lembrava-se deles mesmo que nunca os tivesse conhecido. Durante as férias da Páscoa, a Fumi convidou a melhor amiga, a Helena, para ir com ela e à sua família, à casa que tinham na serra. Era uma casa antiga, que pertencia à família já há vários séculos. A Helena viu que havia uma porta sempre aberta, que à noite se fechava e ouvia barulhos que vinham de lá de dentro. Resolveu perguntar à Fumi o que era aquilo, mas ela dizia-lhe que eram parvoíces. Numa noite, enquanto todos dormiam, a Helena tentou abrir a porta e conseguiu. Estava escuro, mas conseguiu ver umas escadas. Subiu-as e começou a ouvir uns ruídos muito estranhos. E quando chegou viu tudo... A Fumi e o resto da família estavam em transe oferecendo animais mortos a uns seres muito estranhos que cheiravam muito mal... Eram os antepassados da Fumi que tinham ressuscitado através dum ritual de vudu! Mal a viram, os mortos vivos deixaram os animais e tomaram-na como oferenda. Os ossos da Helena ficaram enterrados no sótão da casa, mas ninguém nunca mais os encontrou...

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sexta-feira, maio 04, 2007

Acordar os mortos


A Diana acabava de perder a avó uns dias antes da Páscoa. Andava super triste, porque adorava-a. A mãe dela dizia-lhe que não se preocupasse, que a avó estaria a protegê-la desde o céu. Mas chegaram as férias e a Diana continuava de rastos. Para a animar, a mãe levou-a ao centro comercial. E no metro ouviu algo que a animou ainda mais: um grupo de ciganas estavam a falar de uma médium que contactava com os mortos. Muito despachada, a Diana pediu-lhes a morada. A mãe tentou convencê-la de que era uma parvoíce, mas não teve mais remédio do que ir com ela. Quando chegou lá, a médium começou a comunicar com a avó da Diana e a mensagem que ela lhe mandou foi a seguinte: «Deixa-me. O mundo dos mortos não é o dos vivos». A Diana não prestou atenção e pediu à médium que a seguisse. Ela disse-lhe que não era uma boa ideia, que isso era abrir a porta do Inferno. Mas ela não se importava. A médim entrou em transe e depois dum bocado «voltou». A Diana e a mãe foram para casa. Não estava ninguém mas a televisão estava ligada e alguém tinha deixado a comida feita. Quem? A Diana correu até ao cemitério e olhou para a campa da avó que estava vazia! Desde esse dia, começaram a acontecer coisas estranhas na casa da Diana.

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