Um anel conhecido

Um dos maiores prazeres da Sílvia era nadar durante horas e horas na piscina dos seus avós. Aprendeu a nadar com o pai naquela piscina e, desde que o pai morrera, a piscina tinha-se tansformado num lugar muito especial para ela, uma epécie de refúgio. Um dia estava a mergulhar rente ao fundo quando, aterrorizada, viu através dos furos do respirador uns dedos que tentavam agarrá-la... A Sílvia saiu disparada da piscina, a tremer. O respirador sempre lhe tinha causado bué medo, diziam-se coisas, que podia absorver os intestinos ou arrancar um dedo, mas como é que poderia existir alguém ou alguma coisa lá em baixo? Nesse momento, algo chamou novamente a sua atenção.
Estava algo redondo no fundo da piscina, algo pequeno, brilhante, que por instantes a cegava e que a atraía bastante.
Aproximou-se o mais que conseguiu da água. Na verdade tinha medo de entrar na piscina depois do que acontecera. Não pensava voltar nadar naquela piscina, nunca mais! O problema é que a família jamais acreditaria nela. Depois de observar aquele objecto brilhante durante um bom bocado, finalmente acabou por perceber o que era. «é um anel... é o anel do meu pai!», exclamou. Antes de ter tempo de reagir, formou-se uma onda enorme na piscina que levou a Sílvia para o fundo.
Engoliu-a numa questão de segundos. No seu lugar deixou um anel brilhante, quase como novo, com uma inscrição que dizia:
«Sempre juntos, minha filha».

1 Comments:
o teu blog ta um espectaculo
adorei mesmo tambem gosto muito de lendas urbanas se gostares muito dessas coisas tambem tenho um blog que acho que te interessará muito
http://lendas-mitos-urbanos.blogspot.com/
kuando poderes passa por lá e aproveita para comentar
bjx fika bem
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