sábado, agosto 26, 2006

Banheiro nocturno


Todas as noites, a Cláudia e a prima aproximavam-se da piscina do parque de campismo para conversarem e para poderem ver o banheiro, um rapaz muito estranho mas que era super giro e que elas adoravam. O banheiro falava muito pouco, escondia-se em locais escuros e desaparecis quando nascia o sol. Uma noite, a Cláudia decidiu ir falar com ele. Trocaram apenas quatro palavras, mas a Cláudia apaixonou-se perdidamente. Tinha de conquistá-lo. Precisava de mais informação. No dia seguinte, decidiu ir falar com o banheiro diurno, mas ficou espantada com a conversa. Garantiu-lhe mil e uma vezes que houve um banheiro nocturno no parque de campismo. A Cláudia decidiu investigar. Passou horas e horas a procurar nos anuários do parque de campismo e, finalmente entre alguns jornais antigos, ali estava! Tinha sido banheiro no final dos anos setenta e perdera o emprego por ser acusado de afogar duas meninas na piscina. Um ano mais tarde, morria na prisão. «Que horror!»... A Cláudia decidiu não voltar mais à piscina durante a noite e esquecer-se do seu amor, mas a prima... onde estava?

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